Antigamente, quando eu idealizava ter um filho, eu o imaginava sendo “o cara”, aquele que não se apegava a uma só, pensava que quando o visse estraçalhando o coração das menininhas por aí, eu ficaria feliz.Agora, eu penso… Diferente. Penso em ensinar pra ele coisas como: abrir a porta do carro, puxar a cadeira no restaurante, pagar a conta na hora do lanche.
Imagino que o dia que o meu filho souber respeitar uma mulher, tratar com carinho, vai ser o dia em que eu mais vou ter orgulho dele.
Porque o amor e a vida podem nos pregar peças, e da mesma forma que alguém pode sofrer por você… Você pode sofrer por alguém.
E eu, com certeza, não quero meu filho com o coração partido, muito menos partindo o coração
de alguma garota.Então eu vou ensiná-lo a ser o melhor homem possível.
Direi a ele que busque nas mulheres os pequenos detalhes como um sorriso, um olhar, o coração e que valorize o que ela é por dentro, ao invés de ficar cego por seios e bunda, pra depois perder a mulher da vida dele porque não soube dar valor ao que tinha.
Mas eu também fico pensando e se eu tiver uma filha? Também vou ensinar a ela que príncipes encantados existem sim, mas não como nos livros, como nos contos de fadas.
O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes, não tem um cavalo ou até um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você.
O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas - roupas de gala -, pra ser um príncipe.
Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoá-la.
Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil, e trata - lá com carinho.
Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa.
Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil - Não irei iludi-la.
E se ela perguntar se já fui um príncipe para alguém, terei a felicidade de dizer que sim... E se ela perguntar quem foi a princesa que eu amei eu falarei para ela....Que ela pode ter orgulho em chamar essa princesa de mãe.




